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Quando me pedem indicações de vinhos chilenos, argentinos ou uruguaios logo respondo que minhas dicas provavelmente não serão muito úteis, pois os vinhos que aprecio desses países fogem completamente do corriqueiro e, em geral, não são fáceis de encontrar. Almaviva, Don Melchor, Clos Apalta, Seña, Chadwick, Cabalo Loco, Nicolas, Amat, Pisano... e todos os Blockbusters desses países não me apetecem. São vinhos densos, superextraídos, alcoólicos, adocicados, de baixa acidez e mineralidade que dificilmente te convidam para uma segunda taça. 

Nessa semana o Chile me surpreendeu com um vinho de DNA francês.O pinot noir da House Casa del Vino feito pela enóloga Daniela Salinas no vale de Casablanca. Fermentado em ovo de concreto com leveduras selvagens e maturado em vasos de barro. A maceração carbônica dá uma leve gaseificação e refrescância a esse vinho que não é estruturado, mas rústico e tem uma cor levemente turva. Amora amarga e fermento de padaria dão o toque no nariz. A boca é elétrica sem vestígios de doçura. Apesar de 100% pinot noir me remeteu a um Cheverny do Loire. Seus 12,5% de álcool (coisa rara nos vinhos do novo mundo) deixam o vinho macio e fácil de beber. Apenas 1.200 botellas produzidas. Uma garrafa é pouco para saciar o prazer. Ah! Já ia esqucendo, esse é fácil de encontrar. Grand Cru.

Despechado

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