
O vinho provado na ocasião, neste restaurante italiano de Nova Iorque, era um digno Chinon Rouge Jean-Maurice Raffault 2006 (100% cabernet franc), do Vale do Loire (França). Uma família com 50 hectares, que cultiva vinhas há 14 gerações – pasmem! Hoje trabalha o vinho com a viticultura sustentável, sem agrotóxicos ou herbicidas, sendo um dos mais famosos produtores dentro da Apelação Chinon, que comporta dezenas de vinícolas.
Não quero aqui fazer apologia aos copos de geléia, mas que existe certo exagero no mundo enófilo cá no Brasil, ah, isso existe. E o papel que nos cabe para a difusão do consumo é desmistificar mais que idolatrar. Portanto, mil vivas àqueles que bebem vinho a qualquer momento, em qualquer ocasião e em qualquer recipiente, mesmo que seja um “descolado” copinho de vidro em NY. São vocês que fazem esta maravilhosa bebida perdurar por milênios e milênios.